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Amigos internautas: O nosso Blog mudou de hospedagem, de endereço. Agora está no Bonde, da Folha de Londrina. Continuem nos prestigiando, acessando: http://blog.bonde.com.br/jmateus Obrigado.
Escrito por J. Mateus às 08h36
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Fato consumado
Ão, ão, ão... Segunda divisão! O canto entoado pela torcida do Coritiba enquanto seu time ganhava o jogo se tornou a triste realidade para o Londrina e a sua galera. O Londrina caiu para a segundona paranaense. Lá se foi o único patrimônio de honra que o clube possuía. O time teve comportamento diferente, jogou com muita garra e disposição, armas que valeram uma virada no placar. E quase que tudo deu certo. Só faltou mesmo um golzinho do Paranavaí em Cascavel, onde os dois se acomodaram no zero a zero, resultado bom para ambos. Até o que se pensava ser impossível aconteceu: a própria vitória do Tubarão sobre o Coritiba. É bom que todos entendam que o Londrina não caiu ontem. Sua queda se consumou aos poucos com as fracas atuações e a falta de vitória em casa. E o insucesso que mais marcou o time foi a derrota para o Nacional. Naquele dia comentei: “Essa foi uma derrota para degringolar de vez”. E degringolou mesmo. Os jogadores Nas entrevistas de final de jogo, os atletas do Londrina procuraram amenizar a queda com a vitória e a maioria destacou que “se o grupo tivesse a mesma pegada de ontem, nos jogos anteriores, a situação seria outra”. Concordo, mas deixo uma pergunta: porque somente ontem eles resolveram mostrar aquela disposição? Correram e jogaram como nunca, mas foi só nesse jogo. Se a essa vontade tivesse sido a tônica nas outras partidas a vitória seria a da classificação para a decisão do campeonato. Acostumados ao insucesso, alguns deles deixaram o campo como se nada de mais grave tivesse acontecido. A clara exceção da regra foi Ricardo, que participou do jogo mesmo contrariando seus procuradores, fez boas jogadas e chorou muito no final. Ele achou que o Londrina tivesse escapado do rebaixamento e quando soube que na composição dos resultados o triste fato estava consumado, chorou muito. A torcida A torcida também se iludiu. Muitos aplaudiram o time no final, mesmo sabendo que a vitória não valia nada no momento. Apenas dois senões no comportamento da torcida. Provocações entre as organizadas, antes do jogo, e a tentativa de agressão ao atacante Rodrigo, na saída do estádio. Ainda como conseqüência do pênalti perdido em jogo anterior. O pior ano O Londrina cai para a segunda divisão de um modo melancólico, diferente de 1998. Naquele ano a estrutura, apesar de tudo, era melhor. O clube não vivia a miséria que vive hoje. A queda consolida, sem dúvidas, o pior ano do LEC. O vexame dado na Copa São Paulo de Juniores e o esfacelamento da sede campestre completam o fracasso total da gestão Peter Silva. O Londrina perde seus últimos patrimônios, chega ao fundo do poço e se não acontecer uma vira-volta geral, com mudanças radicais e urgentes, nem o poço (para ficar no fundo) ele terá.
Escrito por J. Mateus às 09h03
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Hora de superação O Londrina chega à rodada decisiva do Campeonato vivendo um verdadeiro inferno astral. Não bastassem as próprias limitações técnicas do time que está nessa situação por não saber ganhar em casa, agora explode o problema dos salários atrasados. A cobrança feita pelos jogadores é natural, afinal quem trabalha precisa receber e não há nada pior para o trabalhador do que não ter seus pagamentos em dia. Outro motivo da pressão dos jogadores contra a direção do clube é que eles perceberam que a hora mais apropriada para tal é antes do jogo com o Coritiba. Como a possibilidade maior (provocada pelos números do certame) é a de cair para a segunda divisão, os atletas sabem que depois do fato consumado tudo será mais difícil. Defendo essa ação dos jogadores. Entendo que ninguém pode viver sem salários. Eles têm mesmo que pressionar o presidente e a diretoria, mas na hora do jogo, independente dos salários recebidos ou não, eles terão que mostrar garra e disposição, pois além da vida do clube, estará em jogo a situação profissional de cada um. Os jogadores do Londrina, na pior das hipóteses, terão que buscar um final honroso de participação no Campeonato Paranaense. Esse é o verdadeiro jogo da superação. Os comandados de Itamar Bernardes terão que estar focados somente nele. É buscar a vitória a todo custo e esperar pelos outros resultados, se serão favoráveis ou não. A volta de Ricardo O atacante Ricardo deve voltar, depois de sete rodadas fora do time por causa de contusão. Para uns, ele ainda está apto ao retorno. Para outros, ele está pronto e se constitui na esperança de gols do grupo. Uma coisa é certa: não se pode jogar em cima dele a responsabilidade de gols e vitória. Sem ritmo de jogo, Ricardo pode não brilhar como antes.
Escrito por J. Mateus às 08h57
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O jogo da vida As chances de fugir do rebaixamento continuam remotas, a parada promete ser a mais difícil e o jogo do Londrina com o Coritiba passou ser o “o da vida” para todos. É preciso ganhar. É preciso dar uma de Davi e derrotar o gigante para ter esperanças de escapar da queda ou, pelo menos, marcar uma saída honrosa do campeonato. Para não cair, o Londrina precisa sair da lanterna deixando três clubes para trás. Os resultados do fim de semana fizeram Paranavaí, Paraná e Rio Branco escaparem e agora somente quatro times podem ser passados pelo Tubarão. O primeiro passo do Londrina terá que ser a vitória sobre o Coritiba. Se não derrotar os curitibanos, nenhum outro resultado vai beneficiá-lo. Além da vitória no VGD o Londrina terá que contar com uma vitória ou empate do Paraná (em casa) contra o Iguaçu; com vitória do Paranavaí sobre o Cascavel (fora de casa); e que no jogo Toledo e Foz haja um vencedor. Se der empate nesse jogo os dois escaparão. O quarto time que pode ser ultrapassado pelo Londrina é o Engenheiro Beltrão que se perder para o Atlético fica com os 16 pontos que tem. Daí, tudo dependerá do saldo de gols. Hoje o saldo do Engenheiro é menos três. O do Londrina é menos oito. Tudo dependerá, nesse caso, de quanto ele perder do Atlético e de quanto o Londrina ganhar do Coritiba. O que o LEC terá que fazer é jogar focado numa vitória contra o Coritiba, sem pensar nos outros resultados. Terá que cumprir com o seu dever, com a sua necessidade maior. A vitória sobre o Nacional deixou o Coxa tranqüilo. Ele não perde mais o segundo lugar, que vale um ponto de bonificação. Isso pode fazê-lo jogar sem um compromisso maior no VGD. O feito do Paranavaí O maior feito da rodada foi do Paranavaí. Derrotou o Atlético Paranaense, saiu da zona de rebaixamento e entrou no grupo de classificação. Subiu na hora certa e pode ficar entre os oito. Já o Nacional fez o que pôde em Curitiba. Teve um bom comportamento, mas não conseguiu evitar a derrota na estréia de Marcelinho Paraíba no Coritiba. Mesmo perder, no nosso vizinho garantiu o terceiro lugar e a melhor posição entre os interioranos. Um jogo decisivo Como já comentei aqui, o jogo da matriz contra a filial será decisivo. Paraná e Iguaçu vão se enfrentar em Curitiba com os paranistas necessitando da vitória para a classificação e o Iguaçu também necessitando dos três pontos para não cair. Um empate pode matar as pretensões dos dois. Quem apitará? Hoje vamos saber quem vai apitar Londrina e Coritiba. Não deve ser Heber Roberto Lopes. Já desafiei Afonso Vitor de Oliveira nesse sentido. Quando um árbitro de Londrina (Heber ou Antonio Denival de Morais) vai apitar um jogo do LEC contra um dos grandes de Curitiba? Se árbitro de Curitiba pode fazer (e tem feito sempre) esse serviço, por que um londrinense não pode? Continuo esperando e pagando para ver. Ronaldo ou Neymar? Nem um, nem outro. A estrela do clássico paulista foi Dentinho, que fez o gol e que fez outras boas jogadas. Neymar fez poucas jogadas e sentiu o peso do jogo. E Wagner Mancini ajudou complicar a vida do menino, tirando-o de campo antes do final. Já Ronaldo ficou com duas ou três boas jogadas, mas mostrou-se preso, pesado. Ontem deu para perceber que ele precisa perder mais uns quilos para ganhar mais mobilidade. Com a derrota, o Santo facilitou a vida da Portuguesa que passar ser a maior favorita na disputa da quarta vaga para a semifinal.
Escrito por J. Mateus às 08h56
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Soltou os cachorros O presidente Peter Silva disparou fortes críticas à imprensa, como se sua má administração, a péssima campanha do clube e o risco do rebaixamento fossem causados pelos homens que falam em microfones ou escrevem para jornais. É sempre assim. Quando os comentários são elogiosos tudo fica bem. Quando os erros e os desmandos são noticiados, os cartolas viram bichos. Como falar bem de um trabalho que há quase quatro anos não dá certo? Como elogiar um time que tem os piores números do campeonato? Difícil, né presidente? Afinal, quem assumiu o compromisso de comandar um clube que tem 53 anos de história foi o senhor. Não foi nenhum jornalista ou radialista. Sem filosofia O Londrina segue sem uma linha de ação definida quanto à revelação de novos talentos. O garoto Felipe Rafael, que participou dos últimos jogos do time no campeonato, voltou ao grupo de juniores. Não deverá ter uma nova chance contra o Coritiba. Com isso, na sua posição, poderá aparecer Gustavo, jovem também, que não é mais jogador do LEC, que estava fora há tempos e que vinha participando de torneios amadores na região. Preferência errada. Um não é melhor que o outro e na hora de escalar um garoto é preferível colocar em campo aquele que é do clube e que pode, num futuro próximo, render dividendo importantes para amenizar a grave crise financeira do momento. Matriz ou filial? O futebol é mesmo caprichoso e na última rodada da fase classificatória do Campeonato Paranaense teremos um jogo que poderá dar o que falar. Paraná x Iguaçu, um jogo que seria normal, corriqueiro, não fosse o encontro da matriz com a filial. Para participar do certame o time de União da Vitória recorreu aos paranistas e levou, numa tacada só, o técnico Luciano Gusso e uns seis ou sete jogadores. Ganhou toda estrutura necessária. O problema é quer os dois estão em má situação, fora do grupo de classificação e, no confronto, alguém vai ter que abrir a guarda. O Paraná tem 14 pontos, o Iguaçu tem 13. Nesse fim de semana o time da Capital pega o Foz (em casa) enquanto o Iguaçu enfrenta o Rio Branco (fora). Dependendo dos resultados, na última rodada alguém terá que ganhar de alguém para se classificar ou não cair. Os dois poderão chegar na mesma situação, com as mesmas ambições, mas com lugar somente para um. E daí? Qual será a preferência dos dirigentes? Matriz ou filial? Ronaldo ou Neymar? O jogo Corinthians e Santos promete. Deve ser um jogo aberto, de gols. Com Ronaldo e Kleber Pereira em campo não pode ficar no zero a zero. Acho que essa será a briga especial do clássico. De Ronaldo com Kleber. Briga de marcadores de gols. Não de Ronaldo com Neymar. O menino é muito promissor, é uma nova jóia do futebol brasileiro, mas não pode ser envolvido nesse tipo de disputa. Ele é um garoto muito simples, de origem humilde, que ainda não tem estrutura para esse tipo de rivalidade e badalação. A briga pelos ingressos Os clubes grandes de São Paulo seguem brigando pelos ingressos nos clássicos. Os corintianos sofreram quando do jogo com o São Paulo ao receberem somente 10 por cento da cota, o que é estipulado pelo regulamento. Agora são os torcedores do Santos que chiam porque o Corinthians só liberou seis por cento dos ingressos para a sua galera. Os dirigentes do Timão anunciam estar retribuindo o que o Santos fez no último jogo entre os dois disputado na Vila Belmiro. Mais inteligente foi o Palmeiras que, ao mandar o jogo contra o Corinthians (em Presidente Prudente), praticamente distribuiu os bilhetes na base do meio a meio. Como os presidentes dos quatro grandes parecem ser homens cultos e dotados de inteligência, o correto seria que eles mesmos estipularem uma regra especial para os clássicos: metade para cada torcida.
Escrito por J. Mateus às 17h10
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Na beira do abismo Enquanto o Presidente Peter Silva anuncia encontro com os políticos que disputam a Prefeitura de Londrina e já anuncia planos para o Brasileiro D, o sufoco continua no Tubarão, com a terrível ameaça de rebaixamento, queda para a Segunda Divisão. Aproveito aqui as projeções feitas pelo JB Faria que analisou todas as probabilidades do Londrina escapar da degola – e, também, da possibilidade de enfrentar o Coritiba já rebaixado. O Londrina precisa de um verdadeiro milagre para escapar. Além de vencer o Coritiba, ele dependerá de uma grande e difícil composição de resultados. Na rodada do fim de semana ele terá contar com derrota do Iguaçu para o Rio Branco; vitória do Atlético contra o Paranavaí; vitória ou empate do Cascavel com o Engenheiro Beltrão; vitória do Paraná contra o Foz; e que o Toledo perca para o Cianorte. Daí, na última rodada, além de ganhar o seu jogo, o Londrina terá que ser beneficiado por insucessos do Iguaçu contra o Paraná; do Paranavaí contra o Cascavel; do Engenheiro para o Atlético; e, que não dê empate no jogo Foz e Toledo. Que haja um vencedor. Se toda essa complicada composição se tornar realidade o Londrina ultrapassará três times na classificação e não cairá. Por outro lado, o rebaixamento já pode acontecer domingo se acontecer essa composição de resultados: o Paranavaí empatar ou vencer o Atlético; o Engenheiro vencer o Cascavel; o Iguaçu derrotar o Rio Branco; o Toledo passar pelo Cianorte; e, o Foz empatar ou vencer o Paraná, ou ainda o Paraná vencer. Se der essa composição o LEC entrará em campo contra o Coritiba já rebaixado. O presidente Peter, por outro lado, abandonou o silêncio geral e deu entrevista ao companheiro Tatinha. Lamentou a situação, se declarou sozinho no comando do clube, criticou a imprensa e já falou dos planos para a Série D do Brasileiro. Muito cedo ainda para falar do futuro quando o presente pede socorro. Mais importante do que encontrar com os candidatos a prefeito da cidade e falar em Série D, é buscar soluções para os problemas financeiros mais urgentes. Os jogadores reclamam salários atrasados e a solução desse impasse seria o primeiro ponto de apoio para o grupo se dedicar mais e jogar melhor. O presidente criticou a imprensa por expor a realidade que o clube vive dentro e fora de campo. Para ele, todos da mídia devem poupar “a marca Londrina”, certamente escondendo a verdade, a dura realidade. Como se fosse possível mascarar um fato de domínio público e que se traduz no maior fracasso do LEC em todos os tempos. Ao se declarar sozinho para tocar o time, Peter se esquece que, praticamente, nada fez para segurar a parceria com Adir Leme da Silva. O presidente destacou já ter iniciado novas negociações para novas parcerias, mas fica uma dúvida: seu estilo de trabalho, seu jeito de administrar, é adaptável às parcerias? Vamos esperar. Primeiro, o resultado dentro de campo. Depois, qualquer outro tipo de planejamento futuro.
Escrito por J. Mateus às 15h06
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A lei do silêncio Explicar o inexplicável é impossível, por isso o Londrina aderiu a lei do silêncio, da boca calada. Ninguém, nem mesmo os dirigentes, falam sobre o fiasco do time no Campeonato Paranaense. Entendo que a determinação da diretoria, em parte, é boa. Poupa os jogadores de tentativas de explicações nunca convincentes. O lado psicológico dos atletas está super abalado e as entrevistas podem causar uma pressão ainda maior. Dizem que as bocas ficarão fechadas somente até amanhã, o que não dá para entender. O melhor seria que ninguém (entre os boleiros) falasse até depois do jogo contra o Coritiba. Aprovo a decisão somente para os atletas. Os dirigentes teriam que continuar falando, afinal foram eles que assumiram o compromisso de colocar no campo um time competitivo para representar a tradição do Londrina Esporte Clube. Principalmente o presidente Peter Silva que, ao abandonar a parceria com Adir Leme, assumiu o ônus de tocar o time no Estadual e conquistar uma campanha melhor que as dos anos anteriores. Se o Londrina for rebaixado, a gestão de Peter Silva será a pior da história de 53 anos do clube. Uma administração desastrosa, sem soluções. Sob a chefia de Peter o Londrina só teve um feito positivo, a conquista da Copa Paraná. No Campeonato Estadual o LEC piorou a cada ano e nunca chegou entre os melhores. Ainda no campo há o fracasso na Copa São Paulo de Juniores onde aconteceu a pior campanha entre todas as suas participações. E para acentuar ainda mais a lista de insucessos do presidente a sede campestre está esfacelada, as ações trabalhistas continuam aumentando e até o dinheiro para o dia-a-dia inexiste. O momento é dramático. É esperar o fim da participação no Campeonato Paranaense e buscar novas mudanças. Seguir com o mesmo modelo de administração é abrir espaço para que venham outros vexames. É preciso salvar o Londrina. Ele agoniza e se não surgir um tratamento de choque, sua morte será inevitável. PS: só para lembrar: O Londrina completa 53 anos no próximo dia 5 de abril. Pelo jeito não haverá qualquer motivo para comemoração.
Escrito por J. Mateus às 09h05
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Vergonha geral O Londrina perdeu de novo e voltou de Curitiba como o último colocado do Campeonato Paranaense e muito perto do rebaixamento. Os danos da nova derrota foram maiores que os esperados. O time voltou a decepcionar, muito perdido no primeiro tempo e incapaz de reação no segundo quando o Malucelli até permitiu que o LEC pudesse jogar um pouco. Mais uma vez, o problema foi a falta de qualidade do grupo. A possibilidade de classificação foi embora e o rebaixamento é quase realidade. O Londrina só terá o jogo contra o Coritiba para terminar sua participação e poderá atingir um máximo de 16 pontos. Os demais concorrentes terão seis pontos para disputar, inclusive o Rio Branco, que tem um jogo atrasado. Como descansa na rodada do fim de semana, o Londrina terá que “secar” meio mundo. A torcida londrinense sabe que não dá mais para se iludir. O presidente Peter Muito sonhador, o presidente do Londrina viveu alguns delírios durante esse tempo de gestão. Imaginou a derrubada geral do VGD para o surgimento de uma moderna Arena, sonhou acordado com grandes parcerias e com a revitalização da sede campestre – e se preocupou muito com a Copa do Mundo no Paraná. Só não se preocupou em montar um time competente para não dar o vexame atual. Fez reuniões e mais reuniões (como gosta de reuniões esse presidente!), criou obstáculos para a continuidade do gestor Adir Leme da Silva, se indispôs com o presidente da Federação e os seus erros acabaram levando fortes conseqüências para dentro do campo. Durante sua gestão o time piorou a cada ano. Somente um milagre evitará que o Londrina caia para a segunda divisão e repita 1998. Como foi em 1998 Quando caiu para a Segundona, em 1998, o Londrina terminou o Campeonato Paranaense na penúltima posição. O lanterna e seu companheiro de rebaixamento foi o Maringá. A campanha que levou o LEC á divisão inferior foi de 6 vitórias, cinco empates e 11 derrotas nos 22 jogos disputados. Em casa, nos 11 jogos como mandante, o Londrina venceu 4, empatou 4 e perdeu 3. Coincidentemente, o jogo da oficialização da queda foi contra o Coritiba, lá na Capital. Londrina e Ponta Grossa estavam ameaçados. O Ponta Grossa ganhou do Matsubara por 3 x 1 e se livrou. O Tubarão perdeu para o Coritiba, também por 3 x 1, e caiu. Na triste lembrança daquele fracasso, o time do jogo final, comandado por Varley de Carvalho: Gilmar, Paulo Sergio, André Turato, Souza e Caju; Tião, Arnaldo, Henrique(Rodrigo) e Nelsinho; Fofonca e Calmon(Luis Carlos). Os e-mails Muitos e-mails de protestos e lamentações de torcedores alvicelestes na jornada esportiva da Paiquerê. E muitos dos manifestantes ironizaram o fato: “O presidente Peter Silva, quando assumiu o clube, prometeu o Londrina na Série B. Está cumprindo a promessa, colocando o Tubarão na Série B do Paranaense”.
Escrito por J. Mateus às 08h54
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Não deu de novo E nem o VGD resolveu o problema do Londrina. Um novo jogo sem vitória e o sufoco (cada vez maior) provocado pela possibilidade de rebaixamento. O time fez o que pôde no jogo contra o Toledo, principalmente no segundo tempo, mostrando garra e disposição, mas esbarrando na própria limitação técnica. Depois de um primeiro tempo comandado pelo adversário, Itamar mudou o time e deixou em campo somente os jogadores mais jovens e com melhores condições físicas. Foi uma correria total. Um verdadeiro jogo louco. O LEC pressionou e teve a chance da vitória no pênalti desperdiçado por Rodrigo. Faltou pouco, mas a primeira vitória em casa ainda não veio. O resultado apertou ainda mais a corda no pescoço do Tubarão. Com a desvantagem de ter um jogo a menos para disputar (ele folga na penúltima rodada), o Londrina vai tentar o milagre de conquistar vitórias contra o Malucelli e o Coritiba para ainda ter chances de classificação e um vitória, num desses jogos, para não cair. Mais uma vez o desafio está armado e o Londrina vai pelo caminho mais difícil. Depois do último treino para o jogo em Curitiba, a diretoria chamou os jogadores para uma reunião e cobrou vitórias, recuperação. É uma atitude normal, mas que não pode ser levada através da pressão. Os jogadores não são os únicos culpados. Tão culpados pela má campanha são os dirigentes que os contrataram. Assim, é preciso que os cartolas peguem leve. O pênalti perdido O pênalti perdido por Rodrigo foi o assunto maior depois do jogo. Na ânsia de marcar o atacante impediu que Wesley batesse e o gol não veio. De um lado, algo perfeitamente normal. Zico, Sócrates, Roberto Baggio, Marcelinho Carioca e tantos outros também perderam penais decisivos. De outro, faltou comando e determinação do técnico sobre quem seria o cobrador quando uma falta máxima surgisse. Essa história de quem sofreu o pênalti tem que cobrá-lo não é válida. Normalmente é um passo para perder. Falta dinheiro O Londrina anda muito mal das pernas no lado financeiro. Há poucos dias os funcionários do clube alegaram que não recebem salários há algum tempo. Os garotos das categorias menos também. Faltou dinheiro para os registros dos jogadores que disputarão a Copa Tribuna e o Estadual de juvenis. Dizem que alguns jogadores que foram dispensados também não receberam seus direitos. A situação é dramática. E para piorar ainda mais, somente um milagre pode classificar o time para a fase final do campeonato, o período mais rentável. Com certeza (afirmação muito utilizada pelo técnico Itamar), o Londrina passa pelo pior momento da sua vida.
Escrito por J. Mateus às 09h37
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O sufoco aumentou A derrota diante do Atlético foi um resultado normal para o Londrina, afinal faz 14 anos que o Tubarão não derrota os rubro negros na Capital. O problema foi o estrago que esse insucesso causou na classificação. O LEC despencou do sétimo para o décimo-primeiro lugar e passou ser seriamente ameaçado de rebaixamento. Em aproveitamento o Londrina já é o décimo-segundo, perdendo também para o Paraná. A situação se complicou de vez e se torna mais agravada ainda no momento em que observamos que, na maioria, os times ameaçados de cair terão um jogo a mais para disputar. Até mesmo o Toledo, seu adversário do meio de semana, num jogo que se tornou de vida ou morte para o Tubarão. Se não vencer essa partida o rebaixamento poderá ser inevitável. Dentro de campo, na Arena, o time de Itamar Bernardes mostrou muita vontade e disposição e agüentou enquanto pôde. Jogou dentro das suas limitações. Jogou para empatar e, como sempre, acabou perdendo. E com a derrota por 3 x 0, o Londrina ficou com um dos piores saldos de gols, o que pode colocá-lo em inferioridade no caso de empate na classificação. Agora é esperar o jogo de quinta-feira e apostar tudo nele. Continuo achando que com quatro pontos mais o Londrina não cai. E a receita será ganhar do Toledo e buscar um empate contra o J. Malucelli ou Coritiba. A vez do Nacional O campeonato continua equilibrado. Até o Coritiba caiu e pode entrar no bolo. Somente o Atlético se salva e já está classificado para a próxima fase. O curioso é que o sobe-e-desce segue marcando o certame. O Londrina, que chegou a ser quarto colocado e poderia numa das rodadas passadas se tornar vice-líder, desceu ribanceira abaixo. O Engenheiro Beltrão, que esteve também entre os quatro primeiros, está hoje fora do grupo de classificação. A vez, agora, é do Nacional de Rolândia que ganhou com autoridade do Paraná e assumiu quarta posição. Esperamos que consiga segurar esse posto e a classificação. A vez do Fenômeno O primeiro gol de Ronaldo no Corinthians foi o fato maior do clássico paulista em Presidente Prudente. E o mundo todo teve ontem o sinal de que o Fenômeno poderá voltar a jogar o maravilhoso futebol que o consagrou como um dos melhores da história do futebol. Quando Ronaldo marcou, ninguém se lembrou mais que o Palmeiras era o líder invicto e absoluto do campeonato e que jogara um futebol melhor do que o do Corinthians. Até mesmo os rivais do Timão sentiram um momento de alegria pelo início oficial da recuperação do craque. O gol de Ronaldo foi manchete no mundo todo. A atuação de Ronaldo comprovou que quem sabe, sabe. No pouco tempo que ficou em campo ele mostrou ser maior do que qualquer dos atacantes que participaram do clássico. E no Corinthians, mesmo ainda distante da melhor condição física, é hora dele entrar jogando. Um belo cruzamento e quase gol de André Santos; um lance em que sofreu falta perto da área que o árbitro não marcou; uma bola no travessão; e o gol de cabeça no momento final do jogo foram as provas de Ronaldo está derrotando a fatalidade de novo.
Escrito por J. Mateus às 08h45
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As façanhas do Londrina na BaixadaTentando se recuperar no campeonato, o Londrina tem um super desafio nesse sábado: encarar o Atlético (o líder) e conquistar um bom resultado. Na lógica, uma missão impossível, mas o futebol tem lógica? Em outros tempos, vivendo situações parecidas como a de hoje, o Tubarão enfrentou o Atlético com garra e disposição – e conseguiu expressivas vitórias. Vamos aproveitar e recordar os maiores feitos do time londrinense diante do Atlético, lá na Baixada, em Curitiba. Ano de 1974. Aos 45 minutos do segundo tempo, o Londrina faz um gol legítimo, através do lendário Zé Miguel e o árbitro Plinio Duenas anula. Revoltado, o presidente Fernando Agudo Romão invade o gramado e ameaça tirar o LEC do campo. O fato só não se consolidou porque autor do gol chegou ao dirigente e disse: “Calma, presidente. Vai pra lá e deixa que eu faço outro gol”. Agudo Romão saiu do campo, o jogo continuou e aos 50 minutos Zé Miguel voltou marcar e o faccioso apitador não teve coragem de anular. Londrina 1 x 0, no final. Em 1981, o Londrina ganhou por 2 x 1. Os dois gols foram do garoto Éverton e naquele jogo o time alviceleste fez estrear o volante paraguaio Ramirez, um jogador de baixa estatura, mas muito forte. Ramirez matou a pau, e o Londrina venceu. Éverton foi embora para o São Paulo (jogou também no Guarani, num time japonês e no Atlético Mineiro) e o volante paraguaio ficou somente naquela boa atuação e logo foi dispensado. No ano de 1983, o herói do Londrina numa vitória contra o Atlético, na Baixada, foi o ponta direita Zé Dias. Ele veio do Rio de Janeiro, do Madureira, para a disputa da Taça de Prata de 1980 e ficou um bom tempo na cidade. Naquele jogo, Zé Dias deu uma Garrincha ou Pelé. Marcou três gols e o Londrina vez por 3 x 1. Ele calou a torcida atleticana. Ainda em 1983, três meses depois, o Londrina voltou à Baixada e venceu o Atlético por um a zero. O gol foi do centroavante Soares, que veio do interior de São Paulo e nunca convenceu no LEC. Mais tarde ele foi negociado com o Quilmes, da Argentina. Além desses momentos de superação e glória na Baixada, o Londrina teve ainda três grandes vitórias sobre o Atlético no Pinheirão: 2 x 1, em 1987, gols de Adalberto (o mesmo auxiliar técnico de Mauro Madureira); 1 x 0, em 1990, gol do lateral esquerdo Wallace; e, 1 x 0, em 1994, gol de Serginho Brasília. Nesse jogo o Londrina ganhou a Copa Cidade de Curitiba e essa foi a ultima vitória do Tubarão contra os atleticanos, na Capital. Até hoje, Londrina e Atlético se enfrentaram 129 vezes. Foram 60 vitórias do Atlético, 35 do Londrina e 34 empates. Nos gols, Atlético 186 x Londrina 126. A ultima vitória do Londrina foi no dia 26 de junho de 1995, 1 x 0, em Londrina. Faz, portando, quase 14 anos que o Londrina não ganha do time principal do Atlético. E quase 15 anos que o LEC não derrota os rubros negros lá na Capital.
Escrito por J. Mateus às 09h06
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A crise do LEC provoca dispensas O Londrina ajusta suas linhas para enfrentar o Atlético, sábado, na Baixada. A partir deste final de semana o time de Itamar Barnardes começa uma série de jogos classificados como mais duros. Uma derrota na Capital vai tirar o LEC do G-8. A propósito, como ainda não venceu em casa e está há quatro jogos sem ganhar, o Londrina tem uma sétima posição que não é verdadeira. Na média de aproveitamento o clube é o décimo - primeiro, pois jogou mais que alguns outros times e ainda terá que cumprir a sua folga de rodada. Seu percentual de aproveitamento é inferior ao do Nacional, Paraná, Iguaçu e J. Malucelli. Para se classificar, o Londrina terá que derrubar gigantes. Para não cair, terá que faturar pelo menos mais quatro pontos nos jogos que faltam. O confronto contra o Toledo, no meio da semana que vem, será o jogo chave para atingir esse objetivo. Três jogadores foram dispensados: Marcos Cruz, Roberto Pítio e Ivo Dorte. Dispensas justas ou injustas? Não dá pra qualificar. Foi o pedido do técnico Itamar e o corte poderia cair sobre qualquer outra cabeça do elenco. Como ele pediu reforços e o Londrina não tem como gastar mais, uns saem para que outros possam chegar. As dispensas causaram descontentamentos no elenco. Alguns jogadores manifestaram-se chateados com as saídas dos colegas. Essa manifestação aconteceu também na saída do técnico Mauro Madureira. Entendo que os atletas devem guardar para si qualquer manifestação desse tipo. Todos sabem que futebol vive de bons resultados e quando eles não chegam, cabeças rolam. Eles têm que encontrar uma formula de melhorar o futebol de todos para que o LEC ganhe jogos e saia da crise. Quanto aos dirigentes, é preciso que os novos contratados sejam jogadores diferenciados na preparação. O Londrina precisa de atletas que venham em forma e possam jogar de imediato e ajudar o time trilhar de novo o caminho das vitórias. O jogo de sábado contra o Atlético é um grande desafio. Itamar terá que armar o time para se defender e atacar também. Se jogar pensando em perder de pouco, só se defendendo, perde mesmo. Se jogar com coragem, com disposição, pode repetir o feito do Nacional e voltar (pelo menos) com um empate. Esse é o jogo no qual o Londrina é um franco atirador. E, de repente, pode acertar. Vamos torcer para que isso aconteça.
Escrito por J. Mateus às 08h43
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Vai por água abaixo Incapaz de ganhar em casa, o Londrina está vendo a sua classificação rolar por água abaixo. E o pior é que as más atuações e a série de jogos sem vitórias podem fazer o LEC ser sufocado pelo fantasma do rebaixamento. Em uma semana o Londrina foi comandado por três treinadores. Mauro Madureira caiu na derrota para o Nacional; Adalberto de Jesus assumiu e perdeu para o Irati; e, Itamar Bernardes, conhecido por ser motivador de grupo,por imprimir garra e disposição no time que dirige, teve uma pálida estréia contra o Iguaçu. Foi um empate que teve gosto de nova derrota. Ficou provado que o problema não está no técnico. A conclusão que se chega, depois de tantas atuações abaixo da crítica, é que o Tubarão é fraco. Tem poucos jogadores que qualidade. Alguns em más condições físicas ou com contusões crônicas. Não fossem as surpreendentes vitórias fora de casa o Londrina estaria disputando a lanterna com o Paranavaí. Cinco jogos no Café. Apenas três pontos conquistados. Um dos piores aproveitamentos do time em toda a sua história. A torcida está desistindo. Pouco mais de mil pessoas assistiram ao jogo contra o Iguaçu. E se não bastasse a má campanha do time, os dirigentes do LEC tomam medidas que afastam ainda mais a galera do estádio. Quem comprou ingresso na bilheteria pagou 20 reais pela arquibancada. O estacionamento continua custando 10 reais. E para completar a ganância dos dirigentes e a exploração ao torcedor, a bebida teve aumento de preços nos bares do Estádio do Café. Por determinação do Londrina, tudo subiu 50 centavos chegando-se ao cúmulo de um copo de água, de 300 ml, custar R$. 1,50. O time pode sair da zona de classificação ainda hoje e a recuperação será muito difícil, pois daqui para frente os adversários serão ainda de melhor qualidade. Atlético(lá), Toledo(no Café), Malucelli(fora) e Coritiba(aqui). Para complicar ainda mais, o Londrina tem uma folga na tabela programada para a penúltima rodada. A torcida fica na espera de um milagre, daqueles que somente o futebol pode proporcionar, quanto à recuperação da equipe. É difícil, mas é preciso dizer: nesta altura do campeonato só Deus salva. Porque os homens (que dirigem e jogam), nesse caso, são incapazes.
Escrito por J. Mateus às 09h17
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Degringolou de vez Mais um fracasso e a demonstração de que tudo degringolou no Londrina. Foi outra apresentação abaixo da crítica do time agora comandado pelo Adalberto de Jesus. Houve coincidência nas falhas, no modo de jogar e até no resultado. Foi a repetição do jogo contra o Nacional. Adalberto mudou o time e esbarrou nos mesmos problemas enfrentados por Mauro Madureira. Defesa muito falha, meio campo inoperante e ataque anulado facilmente pela defesa adversária. O time perdeu até aquela coragem de jogar fora de casa que tinha demonstrado nas partidas anteriores. Só o goleiro Fernando se salvou. Não fosse ele o placar seria dobrado. Com a nova derrota o LEC caiu para o sexto lugar. O jogo do final de semana contra o Iguaçu, em Londrina, passa ser chave para o time continuar ou não disputando uma vaga para ir à fase final. Depois dele virão as partidas consideradas mais difíceis, casos de Atlético, Toledo, Malucelli e Coritiba. O Tubarão vai viver um futuro extremo: se recupera e vai firme para a segunda fase ou continua perdendo e enfrenta a possibilidade de rebaixamento. Ainda hoje o LEC espera a liberação do VGD para o jogo do sábado, contra o Iguaçu, mas somente a mudança de estádio não vai resolver os problemas do time. Se continuar jogando como enfrentou o Nacional e o Irati, não vai se recuperar. A situação é preocupante. Ninguém consegue explicar o que acontece e a possibilidade de um novo e grande fracasso é eminente.
Escrito por J. Mateus às 07h54
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Madureira caiu O vexame dado pelo time do Londrina contra o Nacional de Rolândia custou, como era esperado, a dispensa do técnico Mauro Madureira. Não porque o treinador seja o único responsável pelo fracasso, mas pela necessidade de um “agito geral” no grupo. Como não é possível a troca dos músicos, o desafino da orquestra provoca a troca do maestro. Madureira não conseguiu dar ao Londrina um padrão ou esquema de jogo capaz de tornar o time vencedor nos jogos no Estádio do Café. Dos doze pontos disputados em casa o Tubarão ganhou somente dois. Sorte que o mesmo time conseguiu surpreender como visitante e conquistou os pontos responsáveis pela manutenção do LEC no G-8. Com seu jeito calmo de ser, Madureira não conseguiu injetar mais vibração no grupo de jogadores, apáticos, na maioria. O problema maior do Londrina, enfrentado por Mauro, foi o meio campo. Em poucos jogos o setor correspondeu. Com dois volantes mais parecidos com zagueiros e sem meias de criação, o treinador bateu cabeça, tentou, até inventou (caso de Givanildo) e não conseguiu. No jogo contra o Nacional, Madureira errou na mudança inicial, tirando o volante Diego e colocando o zagueiro Jhonny; demorou muito para mexer no meio campo; e teve a infelicidade de ver seus principais jogadores sem a mínima inspiração. A zaga “bateu cabeças”, o meio campo não funcionou e a bola não chegou no ataque. A volta de Silvinho foi um fiasco. Provavelmente mal preparado, Silvinho só andou em campo e ficou muito distante de ser o jogador de criatividade que o LEC precisa. O pior na derrota é que o Londrina foi passivo. Perdeu merecendo perder. Esbanjou apatia. Nem no desespero conseguiu pressionar o Nacional. Pelo contrário, no momento da esperada pressão do Londrina foi o Nacional que atacou e fez mais dois gols. Adalberto assume como interino que pode ficar. Como o Londrina não tem dinheiro para contratar outro profissional, se o time tiver um bom comportamento em Irati, o auxiliar pode ser efetivado. O que ele precisa fazer é dar uma verdadeira “chacoalhada” no grupo. Mandar a apatia para fora do elenco. A direção do Londrina andou pelo pior caminho na dispensa de Mauro Madureira. O que poderia ter sido confirmado logo depois do jogo somente foi resolvido ontem, no fim da tarde, depois do treinador comandar o treino da equipe. Reuniões e mais reuniões foram realizadas e a decisão foi demorada. A dispensa veio quando todos achavam que Madureira ficaria. Faltou imposição, decisão forte, para Peter Silva e seus poucos companheiros de diretoria. Agora vem o jogo de Irati e todos esperam que a história de bons resultados fora de casa continue. Que o LEC vença e, no final de semana, parta para a primeira vitória em casa. A chance será sábado contra o Iguaçu.
Escrito por J. Mateus às 19h57
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